CIRURGIA PLASTICA E NUTRIÇĀO

Alimentação e Cirurgia Plástica: Qual a relação?

Dra. Thariane Pedroza
Nutricionista Clinica e esportiva
CRN-1: 10338



Sabe-se que atualmente a estética mesmo com seus grandes avanços, ainda limita-se por não conseguir alcançar todos os objetivos esperados por pacientes que não estão dispostos a conciliar por exemplo, o pós operatório a uma alimentação equilibrada e saudável, associando ainda a prática de exercícios regulares.

A insatisfação pessoal com a imagem corporal torna-se responsável por desencadear transtornos alimentares e distúrbios de imagem, e a isto, atribui-se, um alto investimento em relação à mesma que estabelecem níveis de ligação com o corpo, variando desde cuidados necessários e saudáveis até o excesso, que podem até colocar a saúde em risco (CAMPANA; FERREIRA; TAVARES, 2012). Segundo levantamento realizado pela International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) em 2011, o Brasil chegou a ocupar o segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas (BRADWAL, BENNETT, 2003).

 Mas afinal, qual a relação entre cirurgia plástica e alimentação?

O acompanhamento ou intervenção nutricional pode auxiliar o paciente de forma positiva desde o pré-operatório, até a evolução do pós-operatório. As orientações nutricionais têm como princípios básicos alcançar hábitos saudáveis que vão contribuir para a qualidade de vida e para a saúde em geral.

No pré-operatório, o cuidado com a alimentação faz-se necessário devido à necessidade de controlar o metabolismo, apetite e até mesmo a  ansiedade que aumenta consideravelmente o apetite do paciente, tornando essencial um acompanhamento nutricional. Para que os resultados da plástica se mantenham, o paciente tem que adquirir um estilo de vida mais saudável. Sem uma alimentação correta, o corpo pode voltar à forma física anterior (BRADWAL, BENNETT, 2003; ROCHA, PAULA, 2014).

O pós-operatório requer que o paciente evite o consumo de alguns alimentos de alta densidade calórica e de caráter inflamatório, que podem contribuir ainda para dificultar a cicatrização da cirurgia, pois, além de uma dieta equilibrada nutricionalmente, com a quantidade certa de cada nutriente que o corpo carece, o indivíduo deve levar em consideração a qualidade do que está sendo consumido e não a quantidade.

Com o objetivo de melhorar os efeitos da intervenção cirúrgica, é essencial avaliar o estado nutricional do paciente uma vez que, a nutrição tem uma relação direta com o processo de cicatrização, inflamação e imunidade, fazendo-se necessário o planejamento adequado macro e micronutrientes no período entre o peri e pós-operatório (BRADWAL, BENNETT, 2003; ROCHA, PAULA, 2014).

O sucesso de todo e qualquer tratamento e/ou procedimento depende de um conjunto de ações, partindo de uma comunicação adequada em que o paciente decide e toma a decisão de realizar algum procedimento até a cooperação entre o paciente e a equipe médica, pois desde o pré-operatório até o pós-cirúrgico é fundamental a relação do paciente e a equipe multiprofissional (ROCHA, PAULA, 2014).

Referências


ROCHA, C. L.; PAULA, V. B. Nutrição funcional no pós-operatório de cirurgia plástica: enfoque na prevenção de seroma e fibrose. Rev. Bras. Cir. Plást. 2014;29(4):609-624.
DANTAS, S. F. I. M. Conduta nutricional no tratamento estético. Disponível em:< http://www.faculdadealfredonasser.edu.br/files/pesquisa/conduta%20nutricional%20no%20tratamento%20est%C3%A9tico.pdf> Acesso em: 26 Fev 2016.
BADWAL, R. S.; BENNETT, J. Nutritional considerations in the surgical patient. The Dental Clinics of North America. 2003;47(2):373-93.
CAMPANA, A.N.N.B.; FERREIRA, L.; TAVARES, M.C.G.C.F. Associação e diferenças entre homens e mulheres na aceitação da cirurgia plástica estética no Brasil. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, n. 27, v. 1, p. 108-14. Jan/Mar.2012.